
Diabetes mellitus (DM) é uma doença endócrino-metabólica de etiologia heterogênea, que envolve fatores genéticos, biológicos e ambientais, caracterizada por hiperglicemia crônica, resultante de defeitos na secreção ou na ação da insulina.
A doença pode evoluir com complicações agudas (hipoglicemia, cetoacidose e síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica) e crônicas, microvasculares (retinopatia, nefropatia, neuropatia) e macrovasculares (doença arterial coronariana, arterial periférica e cerebrovascular).
O DM do tipo 1 (DM1) caracteriza-se pela destruição das células beta pancreáticas, determinando deficiência na secreção de insulina, o que torna essencial o uso de insulina como tratamento. A destruição das células beta é, geralmente, causada por processo autoimune, o qual pode ser detectado pela presença de auto-anticorpos circulantes no sangue periférico (anti-ilhotas ou anti-ICA, anti-insulina ou IAA, antidescarboxilase do ácido glutâmico ou anti- GAD, e antitirosina fosfatase ou anti-IA2, dentre outros), caracterizando o DM1A ou autoimune . Em menor proporção, a causa é desconhecida e classificada como DM1B ou idiopático. A destruição das células beta, geralmente, é rapidamente progressiva .
O pico de incidência do DM1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos e, menos comumente, em adultos de qualquer idade , no entanto, o diagnóstico em pessoas adultas com DM1 também é recorrente . Adultos que apresentam destruição das células beta pancreáticas devido a processo autoimune tem o diagnóstico de diabetes mellitus autoimune do adulto (Late Autoimmune Diabetes in Adults) (LADA).
O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é considerado a segunda doença crônica mais comum da infância, enquanto que o tipo 2 (DM2) vem aumentando ascendentemente devido à epidemia de obesidade infantil em que vivemos atualmente.
O tratamento e acompanhamento clínico desses pacientes caberão sempre ao especialista, mas, na maioria das vezes, é o pediatra geral que fará o seu diagnóstico no consultório ou no atendimento de emergência.
Quadro ClínicoA suspeita clínica deve ser feita a partir de sintomas típicos como poliúria, polidipsia, polifagia, perda ponderal e cansaço excessivo .
O diagnóstico final é dado quando glicemia ao acaso ≥ 200 mg/dl associada a um desses sintomas citados ou pela presença de dois ou mais dos critérios abaixo:
Uma vez feito o diagnóstico, as principais prioridades para o manejo dos pacientes com DM1 são:

1-http://www.nice.org.uk/guidance/ng18/resources/ diabetes-type-1-and-type-2-in-children-and-young-people- diagnosis-and-management-1837278149317 Residência Pediátrica 2015;5(3):150-151
2-Manual de Orientação Clínica DIABETES MELLITUS Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo 2011
- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Diabetes Mellitus Tipo 1 Agosto/2019- Conitec